Lá está ela. No lugar mais privilegiado da sala de estar. Onisciente, onipresente e onipotente. Sempre proporcionanda emburrecimento em família.
Deus, o que será de nossos cerébros? É como se tivessem armas apontadas diretamente para nossas cabeças, enquanto as grandes coorporações televisivas nos fazem uma lobotomia. Me sinto, a cada minuto, perdendo grama e gramas de massa encefálica. E de paciência!
Criamos parcelas e mais parcelas para levarmos para dentros de nossas casas nada mais, nada menos, que uma incrível e poderosa arma de destruição em massa. Destruição de nossa originalidade, destruição de nossa autenticidade, destruição de nossa autonomia para a consequente aniquilação de nossas idéias. Ah sim. As idéias! Arma poderosa, Aliás, a única que possuimos contra o sistema, e , pela qual, estamos pagando para ser extinta.
Sejamos como os Macacos Sábios japoneses. Não falemos o mal, não ouçamos o mal, não vejamos o mal. Entre outras palavras, sejamos seletivos quanto ao que absorvemos intelectualmente. Pois, como mencionou o sociólogo Theodor Adorno, grande crítico e criador do conceito de Indústria Cultural: "O fato de não serem mais do que negócios, basta-lhes como ideologia".
Não condeno o meio de comunicação em massa em si, mas sim, o que ele é capaz em mãos erradas. O que faria Hitler se vivesse na era da informática? Talvez fossemos todos iguais hoje, como um rebanhode raça pura, pastando à vista de nosso querido Führer. Vivendo como ignorantes felizes em nosso mundo de censura.
Não sejamos ingênuos. Consequência semelhante não é tão utópica e distante quanto parece. Ou fazem parecer.
Chocante e exagerado?! Ótimo.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
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